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sexta-feira, 26 de agosto de 2011 0 comentários

A BUSCA PELA ÁRVORE DA VIDA


PRÓLOGO

Dezoito anos atrás...


Era alta madrugada quando chegaram. O vento estava calmo e a noite serena como as águas de um lago profundo, mas o velho sabia que a tranquilidade era apenas aparente e que todo cuidado seria pouco ao adentrarem naquele lugar desabitado há tanto tempo. Ouvira histórias, é claro, de outros aventureiros que alegavam terem invadido o jardim e escapado ilesos da fúria do guardião, mas percebia agora que não passavam de fábulas inventadas por charlatões. O jardim era muito diferente de tudo que ouvira falar. Era mágico, exuberante e sobrenatural!
– Aquela é a árvore? – perguntou o rapaz que o acompanhava, apontando com o dedo para a árvore gigantesca que marcava o centro de uma clareira. Suas folhas pareciam pequenos flocos de neve suspensos nos galhos retorcidos e os frutos alaranjados, lembravam pequenas carambolas rechonchudas.
terça-feira, 23 de agosto de 2011 1 comentários

CAPÍTULO III


A Surpresa


“A magia esta em mim, como também esta em você” – explicava a avó ao lhe mostrar um pequeno ritual de transmutação, em que um pequeno botão de cobre se convertia em bronze por meio do círculo vermelho – “Todo alquimista é capaz de executar as canções do Livro Vermelho se tiver a oferenda correta. Nesse caso, como é um ritual simples, uma simples moeda foi perdida, mas quanto maior o ritual, maior deve ser a oferenda. Lembre-se disso ao executar rituais complexos.” – e abria uma nova página no velho livro de capa vermelha e lhe mandava tentar o próximo – O vidro é mais exigente que o metal, então use algo mais apropriado. – e assim foi durante toda sua infância. Sempre que ia visitar a avó, ela arrumava um jeito de despistar seu pai para lhe ensinar a magia. Uma vez o enviou para recolher ervas, alegando que não estava muito bem e não gostava de remédios farmacológicos, em outra, alegou que os vizinhos estavam mexendo em sua certa, nos fundos do sítio e pediu que ele verificasse, e assim tinham muito tempo a sós para praticar.
terça-feira, 16 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO X


O PLANO


Rebecca acordou no hospital se perguntando como chegara até ali. Lembrava-se da árvore à levantando do chão, do medo, do desespero e depois a queda. Quebrara algumas costelas, mas por sorte estava próxima ao solo quando o carvalho a soltou, se estivesse na copa provavelmente não teria sobrevivido ao tombo e agora estaria num caixão ao invés de em um hospital. Pelo menos nesse caso não estaria com tanta dor, pensou.
Levantou-se amparada a cama e tentou andar, mas estava muito fraca e teve que sentar e se escorar na cabeceira para não cair. Um relâmpago rasgou o céu e iluminou o quarto fazendo com que aflorasse lembranças da fuga no dia anterior. As imagens eram vagas e confusas, mas se lembrava que estava chovendo e chovendo muito, o que era bom considerando o incêndio que Adam havia causado no parque. Por que começou a chover? Pensou. O céu estava limpo, sem nenhum sinal de nuvens no momento da batalha, mas depois, de alguma forma, o tempo mudara radicalmente e começara o temporal, fato que perdurava até o presente momento. Porém, a dúvida persistia na cabeça da cabalista – teria sido coincidência, ou a chuvarada havia sido provocada? Depois de ter visto um ranger em ação, controlando as árvores do parque, ela não duvidava de mais nada.
 
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