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terça-feira, 23 de agosto de 2011 1 comentários

CAPÍTULO III


A Surpresa


“A magia esta em mim, como também esta em você” – explicava a avó ao lhe mostrar um pequeno ritual de transmutação, em que um pequeno botão de cobre se convertia em bronze por meio do círculo vermelho – “Todo alquimista é capaz de executar as canções do Livro Vermelho se tiver a oferenda correta. Nesse caso, como é um ritual simples, uma simples moeda foi perdida, mas quanto maior o ritual, maior deve ser a oferenda. Lembre-se disso ao executar rituais complexos.” – e abria uma nova página no velho livro de capa vermelha e lhe mandava tentar o próximo – O vidro é mais exigente que o metal, então use algo mais apropriado. – e assim foi durante toda sua infância. Sempre que ia visitar a avó, ela arrumava um jeito de despistar seu pai para lhe ensinar a magia. Uma vez o enviou para recolher ervas, alegando que não estava muito bem e não gostava de remédios farmacológicos, em outra, alegou que os vizinhos estavam mexendo em sua certa, nos fundos do sítio e pediu que ele verificasse, e assim tinham muito tempo a sós para praticar.
domingo, 21 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO V


A DECISÃO


Adam desceu as escadas preocupado. Havia marcado um passeio com Rebecca no parque, mas estava novamente sem dinheiro. Apesar de sua mãe receber pensão pela morte do marido e ter voltado a trabalhar, os gastos com a faculdade e com os livros sempre minavam suas economias. Desde que terminara o primeiro ano pensara em tentar um estágio em alguma veterinária ou fazenda da região, mas a mãe insistia que ele devia se concentrar nos estudos, que o resto ela daria conta.
Examinou novamente a carteira. Estava com míseros sete reais, amarrotados em meio a rascunhos, anotações e conta por pagar e ainda precisaria abastecer o carro que emprestara da mãe para levar Rebecca ao parque. A moça tinha oferecido seu Corolla para a ocasião, mas Adam recusara. Não queria ficar dependendo da garota para tudo e queria mostrar que era autossuficiente. Como último recurso, só restava pedir um empréstimo à mãe. Tentava evitar isso a todo custo já que vivia a lhe pedir trocados para se reunir com os colegas nos bares em frente à facul, e a mãe, apesar de não lhe negar, insistia que o filho deveria controlar os gastos.
 
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