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segunda-feira, 22 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO IV


A Proposta


Wesley abriu os olhos sonolentos. Estava deitado em uma grande cama de madeira de cedro e coberto por um longo cobertor de pelo de carneiro. O quarto onde repousava era grande e confortável, com duas grandes venezianas de mogno para refrescar e iluminar o ambiente. A mobília, da mesma madeira, parecia constar do século passado, assim como os detalhes nas portas e janelas e o teto, feito de forro de pino pintado de branco, combinava com as paredes de madeira pintadas da mesma cor. Ao lado da cama ficava um grande armário de roupas e ao lado deste, a porta que dava para o banheiro. Do outro lado da porta ficava uma penteadeira e um criado mudo adornado com um jarro de flor e aos pés da cama, sentado numa cadeira estofada, seu primo Thomas o encarava com um olhar carrancudo e preocupado.
sábado, 20 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO VI


A BATALHA


O dia amanheceu quente. Wesley levantou e foi ao banheiro tomar um banho e escovar os dentes, enquanto planejava o dia com Mariah. Ainda não tivera uma oportunidade com a moça e o tempo estava a correr. Saiu do banheiro, vestiu um calção e se dirigiu à cozinha para o desjejum. Mariah já estava lá, a comer e tomar café.
– Bom dia Wesley! Levantou cedo hoje. – A moça se levantou e o saudou com um beijinho no rosto.
– É, levantei. Quero aproveitar o dia já que passei os últimos dormindo. – sentou-se e comeu um pedaço de pão com manteiga – O Thomas ainda não levantou? Na estrada ele sempre levantava antes de mim.
– Acredito que sim. Ele sempre levanta cedo. Já deve estar nos estábulos cuidando dos cavalos.
Wesley franziu o cenho. Apesar de nunca ter visto o primo maltratando animais desnecessariamente, também nunca o vira cuidando de um. – Terá o campo amolecido o coração do necromante, pensou.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO VIII


O ENCONTRO


Uma moça sorriu e acenou para Adam no primeiro dia de aula na faculdade depois do luto pela morte da avó. A notícia se espalhara rapidamente e, depois do enterro, sempre aparecia alguém para lhe apresentar as condolências e desejar força. Sua mãe lhe pedira para ficar mais uns dias em casa, para por as idéias em ordem, mas Adam não quis. Precisava conversar a sós com Rebecca e quando a moça ia a sua casa, a mãe sempre ficava por perto dando atenção à garota e trazendo lanches e bebidas.
Entrou atrasado na sala e o professor parou a explicação para cumprimentá-lo enquanto seus colegas lhe preparavam uma carteira e pediam para que sentasse com eles.
– E ai cara? – perguntou Willian assim que Adam sentou-se ao seu lado – Como vai a força?
– Estou bem. Acho – respondeu guardando a mochila embaixo da carteira.
– Já descobriram os assassinos? – perguntou Ana, uma morena de olhos claros que escrevia para o jornal da universidade.
– Ainda não, mas os policiais estão otimistas, parece que já têm um suspeito e devem divulgar alguma coisa em breve.
terça-feira, 16 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO X


O PLANO


Rebecca acordou no hospital se perguntando como chegara até ali. Lembrava-se da árvore à levantando do chão, do medo, do desespero e depois a queda. Quebrara algumas costelas, mas por sorte estava próxima ao solo quando o carvalho a soltou, se estivesse na copa provavelmente não teria sobrevivido ao tombo e agora estaria num caixão ao invés de em um hospital. Pelo menos nesse caso não estaria com tanta dor, pensou.
Levantou-se amparada a cama e tentou andar, mas estava muito fraca e teve que sentar e se escorar na cabeceira para não cair. Um relâmpago rasgou o céu e iluminou o quarto fazendo com que aflorasse lembranças da fuga no dia anterior. As imagens eram vagas e confusas, mas se lembrava que estava chovendo e chovendo muito, o que era bom considerando o incêndio que Adam havia causado no parque. Por que começou a chover? Pensou. O céu estava limpo, sem nenhum sinal de nuvens no momento da batalha, mas depois, de alguma forma, o tempo mudara radicalmente e começara o temporal, fato que perdurava até o presente momento. Porém, a dúvida persistia na cabeça da cabalista – teria sido coincidência, ou a chuvarada havia sido provocada? Depois de ter visto um ranger em ação, controlando as árvores do parque, ela não duvidava de mais nada.
 
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