Mostrando postagens com marcador Bruxa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bruxa. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 24 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO II


O ACORDO


O necromante caminhava rapidamente, tentando não ouvir o primo que resmungava logo atrás. Estava sufocando dentro da roupa escura e espessa que costumava usar, mas estava decidido a chegar logo a seu destino e encontrar o usurpador de sua herança. Passara os últimos dois anos, depois de deixar o Círculo Negro, planejando isso e apesar de alguns percalços, a jornada seguia sem contratempos.
Atravessaram uma pequena vila de agricultores rodeada por grandes propriedades rurais. O lugar parecia tranquilo e a maioria dos habitantes encaravam os viajantes sem constrangimento. Ao sul do vilarejo, adornando o alto da colina, ficava uma velha igreja de pedras brancas e, atrás dela, podia se ver silhuetas de lápides e cruzes, indicando um cemitério. Alguns fiéis transitavam por entre os mortos, carregando flores e velas, enquanto outros limpavam as lapides e faziam orações, acompanhados por um pároco.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO IV


A Proposta


Wesley abriu os olhos sonolentos. Estava deitado em uma grande cama de madeira de cedro e coberto por um longo cobertor de pelo de carneiro. O quarto onde repousava era grande e confortável, com duas grandes venezianas de mogno para refrescar e iluminar o ambiente. A mobília, da mesma madeira, parecia constar do século passado, assim como os detalhes nas portas e janelas e o teto, feito de forro de pino pintado de branco, combinava com as paredes de madeira pintadas da mesma cor. Ao lado da cama ficava um grande armário de roupas e ao lado deste, a porta que dava para o banheiro. Do outro lado da porta ficava uma penteadeira e um criado mudo adornado com um jarro de flor e aos pés da cama, sentado numa cadeira estofada, seu primo Thomas o encarava com um olhar carrancudo e preocupado.
sábado, 20 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO VI


A BATALHA


O dia amanheceu quente. Wesley levantou e foi ao banheiro tomar um banho e escovar os dentes, enquanto planejava o dia com Mariah. Ainda não tivera uma oportunidade com a moça e o tempo estava a correr. Saiu do banheiro, vestiu um calção e se dirigiu à cozinha para o desjejum. Mariah já estava lá, a comer e tomar café.
– Bom dia Wesley! Levantou cedo hoje. – A moça se levantou e o saudou com um beijinho no rosto.
– É, levantei. Quero aproveitar o dia já que passei os últimos dormindo. – sentou-se e comeu um pedaço de pão com manteiga – O Thomas ainda não levantou? Na estrada ele sempre levantava antes de mim.
– Acredito que sim. Ele sempre levanta cedo. Já deve estar nos estábulos cuidando dos cavalos.
Wesley franziu o cenho. Apesar de nunca ter visto o primo maltratando animais desnecessariamente, também nunca o vira cuidando de um. – Terá o campo amolecido o coração do necromante, pensou.
 
;