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sexta-feira, 19 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO VII



A PROMESSA


O avião decolou e incidiu sobre o ladino9 o desejo de voltar atrás. Não gostava da ideia de invadir a GD e não tinha certeza de que os riscos que correria valeriam a pena, mas não podia deixar passar essa oportunidade. Estava bem acomodado na poltrona executiva, ao lado de um garoto gordo e espinhento que, volta e meia, lançava-lhe um olhar inquisidor, espiando por cima dos óculos de fundo de garrafa. Tinha tentado ignorá-lo desde o momento em que encontrou e sentou em seu lugar, mas o garoto ficava mais ousado a medida que o tempo passava e parecia incomodado com a presença do ladino ao seu lado. De todas as malditas poltronas disponíveis nesse avião, tinha que cair logo ao lado desse bolo-fofo espinhento, pensou enquanto mudava de posição e virava as costas para o rapaz. A aeromoça passou e ofereceu uma bebida, mas Justin recusou. Queria estar lúcido para revisar o plano e sempre perdia as estribeiras quando bebia, então aceitou apenas uma água com gás e um pacotinho de amendoim.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO VIII


O ENCONTRO


Uma moça sorriu e acenou para Adam no primeiro dia de aula na faculdade depois do luto pela morte da avó. A notícia se espalhara rapidamente e, depois do enterro, sempre aparecia alguém para lhe apresentar as condolências e desejar força. Sua mãe lhe pedira para ficar mais uns dias em casa, para por as idéias em ordem, mas Adam não quis. Precisava conversar a sós com Rebecca e quando a moça ia a sua casa, a mãe sempre ficava por perto dando atenção à garota e trazendo lanches e bebidas.
Entrou atrasado na sala e o professor parou a explicação para cumprimentá-lo enquanto seus colegas lhe preparavam uma carteira e pediam para que sentasse com eles.
– E ai cara? – perguntou Willian assim que Adam sentou-se ao seu lado – Como vai a força?
– Estou bem. Acho – respondeu guardando a mochila embaixo da carteira.
– Já descobriram os assassinos? – perguntou Ana, uma morena de olhos claros que escrevia para o jornal da universidade.
– Ainda não, mas os policiais estão otimistas, parece que já têm um suspeito e devem divulgar alguma coisa em breve.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011 0 comentários

CAPÍTULO IX


A revelação


A chuva ainda caía quando um caipira, vestido com cores fortes, deixou um prato fumegante sobre uma pequena mesa ao lado de Justin e saiu. O ladino estivera desmaiado por apenas algumas horas, mas parecera uma eternidade o tempo que permanecera trancado ali. Ainda se lembrava do temporal que caíra sobre sua cabeça, da imagem de seu pai lhe cobrando sua promessa e da dor. Perdera totalmente seus objetivos ao ter seu cérebro lacerado por aquela dor e agora tudo o que restava era torcer para que seus esforços não fossem em vão.
Desceu da rústica cama de madeira que adornava seu aposento e pegou o prato de comida que lhe deixaram. Apesar de sua cabeça ainda doer, não comera nada desde a noite anterior e seu estômago protestava de fome. Seu quarto de prisão não se parecia exatamente com uma cela. Era relativamente confortável e não havia grades, apenas uma grossa porta de madeira de carvalho e um espaço da parede, sem reboco, no lugar onde deveria haver uma janela
 
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